Conselheiros e secretário da Justiça avaliam temas de defesa de direitos humanos e cidadania

Diretores do CRM-PR estiveram em audiência com o secretário estadual de Justiça, Família e Trabalho do Paraná, Ney Leprevost, quando reafirmaram a disposição de alinhamento às propostas sob alcance na Pasta, concernentes à defesa dos direitos humanos e de cidadania, em especial as protetivas às camadas mais vulneráveis, como crianças, idosos e deficientes. Além do engajamento em campanhas que se voltem à saúde e bem-estar dos cidadãos paranaenses, o Conselho colocou-se à disposição para, por meios das suas câmaras técnicas, contribuir na análise de temas médicos afins.

Conselheiros com o secretário de Justiça Ney Leprevost. (Foto: CRM-PR)

A Força Tarefa de Prevenção e Combate a Crimes Contra a Criança – Infância Segura, programa encabeçado pela Secretaria de Justiça, tem o apoio do Conselho de Medicina, que já há vários anos também está presente em campanha nacional em busca de crianças desaparecidas. O encontro com o secretário Ney Leprevost teve as presenças do presidente do CRM-PR, Roberto Issamu Yosida, do corregedor geral Maurício Marcondes Ribas e ainda do conselheiro-gestor do Defep (Departamento de Fiscalização do Exercício Profissional), Carlos Roberto Naufel Junior.

Durante a visita, os representantes do Conselho também pediram o apoio do secretário de Justiça para uma maior aproximação também com a Secretaria de Estado da Segurança Pública, objetivando esforços mútuos na aplicação ou fortalecimento de medidas de segurança aos profissionais de saúde no exercício de suas atividades, em especial os Postos de Saúde e Unidades de Pronto Atendimento de grande demanda, onde têm se tornado cada vez mais habituais os casos de agressões de toda ordem. Sensível ao problema, Ney Leprevost mediou o agendamento de reunião com o secretário de Segurança Pública, general Luiz Felipe Kraemer Carbonell, que vai ocorrer já na próxima segunda-feira (18).

Em documento entregue ao secretário de Justiça, o presidente do CRM-PR diz que há muitos anos, de forma reiterada, o órgão de classe da profissão médica vem recebendo notícias de situações de perigo enfrentadas por médicos que atuam nos Postos de Saúde e Unidades de Pronto Atendimento no Estado do Paraná. “São narrativas de agressões físicas, agressões verbais e ameaças, ora em razão do não fornecimento de atestado médico que seria injustificado, ora por não prescrever um exame que não seria adequado ao quadro apresentado, ou ainda, pelo lapso temporal da chegada do doente e o efetivo atendimento”, diz.

Mais adiante, reforça: “É sabido o esforço em promover medidas para agilizar os atendimentos de saúde no Estado, bem como as intensas jornadas de trabalho enfrentadas pelos médicos plantonistas e demais profissionais de saúde envolvidos, como enfermeiros e auxiliares, também expostos aos quadros das eventuais irresignações de pacientes que desdobram para violência.”

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