Representantes das sociedades de dermatologia e cirurgia plástica apresentam suas dúvidas e, junto com o CRM-ES, buscam soluções

Exercício ilegal da medicina, invasão de profissionais não médicos na realização de procedimentos exclusivos do Ato Médico e a necessidade de formar comissões de ética para analisar e encaminhar ao Conselho Federal de Medicina (CFM), bem como aos legisladores, as reinvindicações da classe médica para a necessária e urgente proteção do exercício profissional. Esses foram os temas debatidos, dia 2 de abril, na sede do CRM-ES, entre representantes das sociedades de dermatologia, de cirurgia plástica, e da Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos (Codame) do CRM-ES.

Entre os médicos presentes à reunião estavam a presidente da Sociedade de Dermatologia, Karina Demoner, o Secretário da Sociedade de Cirurgia Plástica, Luiz Fernando V. Gomes, e a conselheira Coordenadora da Codame, Adriana Botti.

Além dos temas citados acima, também foram discutidas as medidas a serem adotadas quando o médico receber paciente submetido a procedimento realizado por profissional não médico, com resultado indesejado. Para esse tipo de caso, o consenso dos participantes da reunião foi para que o médico peça ao paciente uma cópia do Boletim de Ocorrência (BO), para que fique esclarecido que o procedimento não foi realizado por médico, e passar por escrito toda a orientação sobre o tratamento e/ou procedimento médico que, agora, será realizado na tentativa de reverter ou amenizar o quadro atual.

Outra preocupação apresentada pelas sociedades de dermatologia e cirurgia plástica foi em relação às normas para publicidade médica, Resolução CFM 1.974/2011. A sugestão foi para que sejam apresentadas ao CFM alteração para deixar a Resolução atualizada, haja vista a constante modernização na área da comunicação, mas sem ferir a ética médica.

Por fim, foi debatida a necessidade de apresentar ao CFM os estudos que apresentam comprovação científica sobre novas técnicas e tratamentos, para que seja obtido o devido reconhecimento e, assim, validado para a prática médica.

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